Os candidatos apoiados pelo prefeito Nozinho se saíram melhor.
Thiago Cota, candidato a Deputado Estadual, apoiado pelo Nozinho foi reeleito com 64.944 votos totais e 1993 votos na cidade.
Mário Heringer (PDT), deputado federal, foi reeleito com 68.717 e alcançou 2.039 votos em São Gonçalo.
Bernardo Mucida (PSD), que teve forte atuação no município no mandato tampão, tendo sido apoiado por uma parte da ala governista, acabou como 2o. suplente e, segundo me informou, não vê chance de retornar para a Assembleia. Bernardo totalizou 40.815 votos, com 873 votos na cidade. Uma votação bem expressiva, sim.
Tito Torres, filho de Mauri Torres e apoiado pela oposição, que hoje engloba a ala remanescente do Buzica e do ex-prefeito Antônio Carlos Bicalho (PSDB) conseguiu, também, ser reeleito, com 96.944 votos totais e 1.106 votos no município.
O emedebista Hercílio Diniz, deputado federal apoiado pelo grupo de oposição conseguiu 718 votos aqui.
Outro candidato apoiado por parte da ala governista votado na cidade foi o Cristian Tadeu da Silveira (PT), teve 171 votos na cidade.
Reginaldo Lopes (PT) conseguiu 223.
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SG DEU LULA EM PESO
Lula obteve 56,87% dos votos são-gonçalenses, contra 34,62% para Bolsonaro. Uma amarga surpresa para os militantes bolsonaristas do município, que eram bastante ativos e barulhentos.
Foi curioso esse comportamento, já que trata-se de uma cidade fora da curva, cuja população é muito bem assistida pelo governo municipal. Daí, não podemos comparar a fome ou danos na economia local, com outra cidade pobre do norte de Minas, por exemplo.
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RESULTADOS PRÁTICOS DAS ELEIÇÕES 2022 EM SÃO GONÇALO
Por ser uma cidade muito rica e assistencialista, mais uma vez, os candidatos apoiados pela ala governista tiveram melhores resultados. Foram assim, também, os resultados das eleições passadas, apoiadas pelo ex-prefeito Antônio Carlos.
Daí, é possível deduzir que os são-gonçalenses não se orientam tanto pelas presenças prévias dos candidatos no município, ou pelo que “conseguiram” para o rico município.
Como maior empregadora e distribuidora de recursos no município, sendo a população altamente dependente e interessada nas vagas ofertadas, quem estiver no comando sempre terá maior capacidade de transferência de votos. Inclusive pela pressão sobre os assistidos, que é histórico também.
Daí, o que se pode inferir é que há cerca de 1/3 dos eleitores fiéis à oposição ou insatisfeitos com o atual governo. Já aventar que 2/3 seriam de fiéis eleitores do Nozinho, acho temerário afirmar, já que há, por trás, a tendência ora exposta, desses seguidores assistidos que podem migrar, como já migraram de lado várias vezes.
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PEGUEM ESSA VISÃO!
O que o governo Nozinho e seus assessores precisam ter em mente é que, embora a situação da governabilidade revela-se sob controle e tudo pareça acomodado, percebo no comportamento geral um tipo de compasso de espera dentre os eleitores, exatamente por serem clientelistas em sua maioria.
Como a oposição nada tem a oferecer agora, o sentimento na cidade é de decantação, ou seja, os eleitores-cidadãos preferem aguardar, pegar o que conseguirem e agirem depois. É o que os políticos chamam de traições, quando a” Inês é morta”.
Daí, é fundamental que o time governista mostre trabalho como fez nos primeiros 4 meses deste ano. O gabinete precisa estar antenado para valorizar quem se dedica e que faça a diferença na gestão, monitorando e premiando os que se destacam. Os que não derem conta ou não estiverem a fim de agir, de trabalhar duro para a população e para o governo, que peçam para sair ou sejam retirados.
Num governo acomodado, as fragilidades são sempre expostas nas campanhas municipais. Sem ações intensas e precisas, se considerarmos apenas o assistencialismo oferecido, versus o assistencialismo prometido pela oposição, eles podem se nivelar nas eleições municipais e o governo não ter como defender seu projeto de sucessão. Fiquem antenados nisso!









